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Situada em Bucelas, no âmago de uma das mais antigas regiões exportadoras de vinho (mencionado por Shakespeare em Henrique VI), a Quinta da Romeira iniciou, em 1988, um profundo projeto de restauro do solar.

 

Em simultâneo, garantiu a plantação daquela que é a mais extensa área de vinha contínua da casta Arinto, em Portugal. Possui, atualmente, 70 hectares e uma adega totalmente concebida para a produção de vinhos brancos, de elevadíssima qualidade.

 

Diz-nos a sua história que, em 1703, o terceiro conde de Castelo Melhor, Luis de Vasconcelos e Sousa – protagonista nas negociações do contrato de casamento entre a princesa Catarina de Bragança e o rei de Inglaterra, Carlos II – instituiu o Morgadio de Santa Catherina, em honra da princesa, no qual incluiu a Quinta da Romeira, localizada em Bucelas.

 

No final do século seguinte, Sir Arthur Wellesley, mais tarde duque de Wellington, chegou mesmo a repousar no Solar da Quinta, uma casa de traçado sóbrio e aristocrático, avistando das suas janelas manuelinas as famosas “linhas de torres”, que mandou construir, às portas de Lisboa.

© 2017 por André Gomes para Vinhas&Cachos, ldt.